Se você me acompanha, sabe que por aqui a gente sempre fala sobre saúde mental, buscando caminhos para uma vida mais equilibrada e consciente. Mas hoje, decidi abrir um espaço um pouco diferente, um convite à reflexão que nasce não de um artigo, mas de uma parte bem íntima de mim: uma poesia manifestada por minha alma.
Nela, mergulho na dualidade que existe em cada um de nós – aquela capacidade de ser luz e sombra, de acolher e, por vezes, ferir. É um tema que, embora poético, se conecta profundamente com nossa saúde mental, pois entender essa complexidade interna é um passo importante para o autoconhecimento e o equilíbrio emocional. Espero que essa poesia te toque e te faça pensar sobre as muitas facetas que nos compõem.

Na beleza das mãos que acariciam um rosto, embevecida de afeto, suaves em seu pouso. Poderás ver também a mesma palma transmutada, em garras que ferem, em punhos que oprimem.
Mãos que aram a terra, que a tratam com zelo, fomentando a vida. Contudo, são as mesmas que a esgotam, a aniquilam, desertos impostos, onde a vida oscila.
Mãos que se erguem em prece, que glorificam o Divino, altares de fé, um destino cristalino. Porém, eis que as falanges se curvam, em dedos que apontam, que julgam e perturbam.
Mãos que erguem pontes, que tecem destinos, arquitetas do mundo, de inventos divinos. Oh, mas são também as que desfazem, que em pó reduzem, ruínas de sonhos.